20 Julho 2026

Apple self-driving car fracassou, mas criou chips de IA poderosos

O Apple self-driving car nunca chegou ao mercado, mas seu fracasso se transformou em um dos maiores triunfos tecnológicos da empresa. Estamos falando de um projeto que empregou cerca de 5.000 funcionários e custou mais de US$ 1 bilhão por ano, apenas para ser cancelado sem nunca lançar um único veículo comercial. No entanto, essa aparente derrota criou algo inesperado: a base tecnológica para a Apple Intelligence e os poderosos chips de IA que impulsionam iPhones, Macs e servidores atualmente. Neste artigo, vamos explorar como o apple self driving car project se transformou na Neural Engine, o que aconteceu durante essa jornada e as novidades sobre o legado deste projeto cancelado.

Apple Self-Driving Car Project: A Década de Ambições e Fracasso

A Apple começou a trabalhar no Project Titan por volta de 2014, mirando em um veículo elétrico totalmente autônomo com interior de limusine e navegação por voz. O projeto empregou cerca de 5.000 funcionários em 2018 e custou mais de US$ 1 bilhão por ano, tornando-se um dos empreendimentos mais ambiciosos da história da empresa.

No entanto, o apple self driving car project enfrentou dificuldades desde o início. A Apple alterou a liderança e a estratégia da equipe várias vezes, passando por executivos como Steve Zadesky, Bob Mansfield, Doug Field e, posteriormente, Kevin Lynch. A empresa chegou a imaginar um carro sem volante e pedais, mas abandonou essa ideia.

A abordagem mais recente previa lançamento em 2028 com especificações reduzidas de direção autônoma, passando de tecnologia de Nível 4 para Nível 2+. O veículo teria preço estimado de cerca de US$ 100 mil, mas os executivos estavam preocupados com as margens de lucro.

Em fevereiro de 2024, o COO Jeff Williams e Kevin Lynch comunicaram aos funcionários o encerramento do projeto. Muitos foram transferidos para a divisão de inteligência artificial sob comando de John Giannandrea, marcando o fim definitivo do apple self driving car news.

Como o Fracasso Criou a Neural Engine da Apple

O trabalho em veículos autônomos demandava processamento massivo de dados de sensores em tempo real, o que levou a Apple a desenvolver hardware especializado em inteligência artificial. Essa necessidade resultou na Neural Engine, lançada em setembro de 2017 como parte do Apple A11 Bionic. O chip equipava iPhone 8 e iPhone X, marcando a entrada da empresa em processamento neural dedicado.

A Neural Engine funciona como uma Unidade de Processamento Neural (NPU) dentro dos chips da Apple, dedicada a operações de inteligência artificial e aprendizado de máquina. Essa arquitetura alivia a carga na CPU e GPU, executando instruções otimizadas para cálculos matemáticos usados em IA, como multiplicações de matrizes e convoluções.

A primeira versão tinha 2 núcleos e processava 600 bilhões de operações por segundo. A evolução foi rápida: o Apple A13 Bionic chegou a 8 núcleos com 6 trilhões de operações por segundo, enquanto o A16 Bionic alcançou 16 núcleos com 17 trilhões de operações. O Apple M2 Ultra atingiu 32 núcleos processando 31,6 trilhões de operações por segundo.

A arquitetura especializada executa mais instruções em menos tempo e consome menos energia que uma CPU tradicional, possibilitando recursos como Face ID e Animoji com eficiência energética superior.

O Legado: Chips M7 e o Futuro da IA na Apple

A Apple anunciou seus primeiros investimentos em IA com o lançamento da “Apple Intelligence” na WWDC de 2024. As funções inteligentes funcionarão no hardware do dispositivo, mas também poderão usar processamento em nuvem com servidores equipados com chips da fabricante. De acordo com fontes da indústria, o Apple M5 adotará tecnologia SoIC (Small Outline Integrated Circuit Packaging) desenvolvida pela TSMC, que permite “empilhar” chips para garantir melhor gerenciamento térmico e reduzir vazamento de corrente.

A empresa alterou sua estratégia de processadores ao considerar não lançar versões M6 Pro e M6 Max, concentrando esforços no desenvolvimento da geração seguinte. O M7, previsto para 2027 e desenvolvido com o codinome Delos ou H19G, seria projetado para dispositivos com IA local. Essa série teria variantes com capacidades maiores: o M7 Pro e o M7 Max chegariam no final de 2027, enquanto o M7 Ultra seria lançado no início de 2028.

O processador oferecerá melhorias na largura de banda de até 200 gigabytes por segundo para acelerar tarefas como edição de vídeo, execução de IA ou renderização de gráficos. A principal vantagem da Apple será o processamento 100% baseado em hardware da IA da empresa, sem depender de serviços de nuvem, tornando a IA muito mais segura que as concorrentes.

Conclusão

O apple self driving car project demonstrou que nem todo fracasso representa uma derrota definitiva. Pelo contrário, os bilhões investidos no Project Titan geraram uma tecnologia que transformou completamente o ecossistema da Apple. A Neural Engine nasceu dessa jornada, evoluindo rapidamente até se tornar a base para a Apple Intelligence. Com os chips M7 chegando em 2027, vemos claramente como aquele projeto cancelado moldou o futuro da inteligência artificial na empresa.

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