Empresas de tecnologia recebem prazo para tornar stolen phones inutilizáveis
Entre 2017 e fevereiro de 2024, observamos que 587.498 stolen phones foram roubados em Londres, com apenas 13.998 recuperados. A capital britânica enfrenta taxas alarmantes de roubo pessoal, sendo que entre 69% e 72% dos furtos em Westminster envolvem celulares. Além disso, nossa investigação revelou que 75% dos stolen mobile phones em Londres são contrabandeados para o exterior, levantando questões sobre what do thieves do with stolen phones e como esses stolen cell phones circulam globalmente. Dado que essa epidemia continua crescendo, autoridades policiais estabeleceram um prazo para fabricantes implementarem tecnologias que tornem esses dispositivos completamente inutilizáveis após o roubo.
Polícia Metropolitana estabelece prazo final para fabricantes de smartphones
A Polícia Metropolitana de Londres exige que Apple e Google implementem medidas rigorosas para tornar stolen phones completamente inutilizáveis globalmente. A principal demanda envolve bloqueio permanente via IMEI, o número de identificação único de cada dispositivo. Desde outubro de 2023, as autoridades solicitam que as empresas impeçam stolen mobile phones de se conectarem aos serviços de nuvem, como o iCloud, sem necessidade de envolvimento policial.
Atualmente, operadoras britânicas bloqueiam o IMEI de aparelhos roubados para impedir uso em redes locais. O Brasil adota abordagem semelhante com o programa Celular Seguro, lançado pelo governo federal, que notifica operadoras, bancos e empresas de tecnologia para bloquear remotamente o acesso aos dados do aparelho. No entanto, Apple e Google não aderiram ao programa brasileiro.
As medidas existentes são consideradas insuficientes pela polícia britânica. Relatórios apontam que cerca de 28% dos stolen cell phones em Londres são enviados para a China ou Hong Kong. Representantes da Apple e do Google foram ouvidos por um comitê parlamentar britânico que analisa a questão. Gary Davis, chefe da área jurídica da Apple, argumentou que focar apenas no bloqueio de IMEI poderia ignorar outros problemas, como o mercado de peças roubadas. A Apple teme que criminosos simplesmente migrem para desmonte e venda de componentes, explicando what do thieves do with stolen phones quando o bloqueio é implementado.
Londres enfrenta epidemia de roubo de celulares
Um aparelho é roubado a cada 8 minutos em Londres. O número de telefones roubados na cidade disparou de 64 mil em 2023 para 80 mil em 2024, representando cerca de 70% dos furtos registrados no ano passado[113]. Três quartos de todos os telefones roubados no Reino Unido agora ocorrem em Londres.
As redes criminosas operam em três níveis. No topo estão os exportadores que contrabandeiam dispositivos para China e Argélia como parte de um “modelo de negócio criminoso local-global”[113]. No meio estão lojistas que compram stolen cell phones dos ladrões de rua e os revendem ou repassam para exportação. Ladrões de rua recebem até 300 libras por aparelho[113], mais do que o triplo do salário mínimo nacional por dia de trabalho[113].
Especificamente, os aparelhos mais novos podem ser vendidos na China por até 5.000 dólares, gerando lucros enormes. Joss Wright, professor da Universidade de Oxford, explicou que operadoras chinesas não aderem à lista negra internacional que bloqueia dispositivos reportados como roubados[113].
Ladrões usam bicicletas elétricas como veículo de fuga[113]. Grupos criminosos recrutam adolescentes entre 16 e 18 anos que recebem entre 100 e 200 libras por telefone roubado.
Apple, Samsung e Google respondem às demandas policiais
O Google lançou recursos específicos de proteção contra roubo no Brasil em junho de 2024, tornando o país o primeiro do mundo a receber essas ferramentas. A empresa implementou três funcionalidades principais: Bloqueio de Detecção de Roubo, que usa inteligência artificial para detectar movimentos típicos de furto e bloquear a tela automaticamente; Bloqueio Remoto, permitindo bloquear o dispositivo usando apenas o número de telefone; e Bloqueio de Dispositivo Offline, que protege dados quando o aparelho fica desconectado. A partir de dezembro de 2025, esses recursos passaram a sair ativados de fábrica em novos celulares Android vendidos no Brasil.
A Polícia Militar de São Paulo estabeleceu parceria com o Google para bloquear stolen cell phones durante atendimentos de ocorrências. Desde a implementação, oficiais acionaram o Bloqueio Remoto mais de 5.000 vezes. Em vez disso de adotar o bloqueio global via IMEI solicitado pela polícia britânica, a Apple mantém o Bloqueio de Ativação como defesa principal. Davis expressou preocupação com fraudes, estimando mais de mil tentativas mensais de acesso indevido a dispositivos. Simon Wingrove, do Google, afirmou que alterações no banco de dados global de IMEIs exigiriam discussão ampla da indústria.
Conclusão
Essencialmente, observamos que Londres enfrenta uma crise crescente de roubo de celulares enquanto fabricantes resistem às demandas policiais por bloqueio global via IMEI. As soluções atuais da Apple e Google demonstram abordagens distintas, porém nenhuma atende plenamente às exigências britânicas. Enquanto redes criminosas lucram contrabandeando dispositivos para mercados internacionais, principalmente chineses, a lacuna entre tecnologia disponível e implementação efetiva permanece. O prazo estabelecido pelas autoridades representa pressão crescente para que empresas de tecnologia priorizem segurança sobre preocupações comerciais.