Este sábado (05/04), um grupo de ativistas da ONG “Amor de bicho não tem preço” esteve em frente ao supermercado Good Bom da Av. Emancipação (patrocinador dos rodeios de Hortolândia), em um manifesto contra os maus tratos com os animais dos rodeios de Hortolândia e de toda a região.

Rodeios são motivos de protestos por ativistas

Share Button

Este sábado (05/04), um grupo de ativistas, onde grande parte dos presentes eram ligados à ONG “Amor de bicho não tem preço”, esteve em frente ao supermercado Good Bom da Av. Emancipação (um dos patrocinadores dos rodeios de Hortolândia), em um manifesto contra os maus tratos com os animais dos rodeios de Hortolândia e de toda a região. Também estiveram presentes representantes do grupamento Patinhas Perdidas de Valinhos e ativistas de Sumaré, Andradina e Campinas.

Segundo Heliet, uma das ativistas presentes na manifestação, “o rodeio é uma coisa importada, não é nossa! (…) É uma coisa tribal, muito primitiva; a nossa sociedade não comporta mais isso. Ele (o boi) é totalmente instigado à violência. Ele é maltratado sim! Cowboy… Dá licença! Isso é coisa de gringo bobo!”

Continua… “(…) a gente sabe que existe cartolas por de trás! A gente sabe que tem a indústria do dinheiro por trás (…). Questão política que é toda uma sujeira. O político vê o que? Político conta como voto. Ele não conta o sofrimento de um animal. Porque animal não vota. (…) Isso é o que eles chamam de cultura, que não é cultura.”

Para Cláudia de Carli, também ativista e presidente da ONG, conta que já teve casos de animais terem que ser “eutanasiados” depois de um rodeio. Afirma ainda que o boi e o cavalo na fazenda é questão de trabalho do peão; no entanto no rodeio o “peão” monta pra ganhar dinheiro encima do boi.

Alguns pontos de destaque nas falas das ativistas: (1) os animais são obrigados a estarem ali no rodeio; (2) são laçados e usam nos bois o sedém feito de couro e cheio de tachinhas; (3) são instigados à violência desde pequenos; (4) os barulhos no rodeio causam um stress absurdo nos animais, pois eles escutam infinitamente mais do que os seres humanos; (5) os ativistas não são contra os shows, mas contra os maus tratos; (6) o rodeio não é uma cultura brasileira, é uma cultura importada; (7) a indústria do dinheiro está por trás dos rodeios e (8) político não conta o sofrimento de um animal, pois animal não dá voto.

Já sobre a passeata dos cavaleiros, Heliet diz que é um evento que remete à cultura dos colonizadores do Brasil e às paradas a cada 30 km onde respeitavam o limite dos animais, e consequentemente, isso levou ao surgimento de vilarejos como é o caso de Hortolândia e os tropeiros pelo ribeirão Jacuba. Isso é parte da cultura brasileira, já os rodeios não, afirma Heliet; no entanto, os representantes da ONG e Heliet, em nota posterior trazendo alguns esclarecimentos, afirmam que são contra qualquer tipo de maus tratos, que ocorrem frequentemente com os cavalos nas duras cavalgadas pelos asfaltos quentes das cidades e rodovias; pois na época dos colonizadores não existiam os asfaltos.

A ONG entrou no Ministério Público (MP) com o decreto de lei estadual 40.400 que proibi Rodeios em Perímetro Urbano desde 1995 no estado de SP, com o Decreto federal 24.645 que proibi Rodeios em quaisquer lugares no Brasil desde 1934 e que tipifica como crime tal prática e também utilizou outras leis a respeito dos maus tratos com os animais. No momento os ativistas estão aguardando um parecer do MP.

No caso de Hortolândia, pelo mapa geográfico, o município é 100% urbano. Sendo assim, o que falta entender é como a administração e os organizadores conseguem realizar os rodeios.

Heliet termina dizendo que falta boa vontade política, amadurecimento da população (uma população que pressiona) e também faltam vereadores que estejam politicamente evoluídos para entenderem este assunto.

A Redação

Por Uma Mídia Livre em Hortolândia.

Facebook Twitter YouTube 

Recomendado