Oficinas estimulam práticas para melhorar qualidade de vida

Oficinas estimulam práticas para melhorar qualidade de vida

Share Button

Pacientes do Boldrini participam de oficinas no Dia Internacional das Hemoglobinopatias

Oficinas de reiki, musicoterapia, meditação, yoga, massagem, terapia ocupacional, educação física, coaching psicologia, nutrição e acupuntura serão realizadas no Centro Infantil Boldrini, no dia 5 de maio, das 13 às 17 horas. O workshop denominado Viver em Plenitude: O paciente como protagonista do seu tratamento marca o Dia Internacional das Hemoglobinopatias (8 de maio) e tem o objetivo de ensinar e estimular a adoção dessas práticas no autocuidado, que podem ser feitas em casa, melhorando a qualidade de vida de pacientes, familiares e profissionais de saúde.

No Boldrini, os pacientes dispõem do Ambulatório de Dor de Medicina Integrativa, que cuida da pessoa como um todo: corpo, mente, estilo de vida e espírito. Para isso, “utilizamos abordagens terapêuticas baseadas em evidências científicas, que visam contribuir para melhorar a saúde e a cura do paciente. As práticas oferecidas podem beneficiar trazendo sensação de bem-estar, atenção plena, diminuição da ansiedade, melhora do humor, do padrão de sono e alívio da dor”, afirma a doutora Andréa Carmen Raya, responsável pelo ambulatório.

Segundo a doutora Silvia Brandalise, presidente do Boldrini, “todo episódio de dor vem revestido de uma moldura biopsicossocial. Nos pacientes portadores de dor crônica, esses fatores são mais exuberantes, demandando o conhecimento abrangente por parte dos profissionais de saúde. A Medicina Integrativa se baseia nessa integralidade do cuidado”.

O atendimento no Boldrini é multiprofissional e individualizado para cada paciente. Os portadores de hemoglobinopatias são acompanhados por profissionais da Hematologia (hematologistas pediátricos, hematologistas, equipe de enfermagem, psicólogos, nutricionistas); e desde fevereiro de 2014 também no Ambulatório de Dor e Medicina Integrativa (médico e voluntários das terapias complementares, como acupuntura, reiki, meditação e aromaterapia); e ainda equipe da Reabilitação (fisiatra, fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e nutricionistas).

Hemoglobinopatias – Anemia Falciforme

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7% da população mundial carrega o gene da hemoglobina. O diagnóstico precoce da doença falciforme deve ser feito na primeira semana de vida, por meio do teste do pezinho nos postos de saúde ou nas maternidades. Estima-se que cerca de 3 mil crianças nascem com doença falciforme por ano no Brasil e 200 mil com o traço falciforme (não desenvolvem a doença). O Centro Boldrini trata atualmente 883 portadores de hemoglobinopatias, sendo 781 por doença falciforme e 102 por talassemia. Por ano, o hospital recebe cerca de 50 novos casos de anemia falciforme.

A anemia falciforme é a doença hereditária mais comum no Brasil, na África, na América Central e nos Estados Unidos. Ela é causada por uma mutação genética da hemoglobina, tornando-a anormal e dando aos glóbulos vermelhos o formato de uma foice, por isso a denominação. Na Região Sudeste do Brasil, a prevalência do gene anormal é de 2,4% (traço). No Nordeste atinge entre 4% e 6% subindo para até 10% entre os negros. Segundo a OMS, no Brasil existem mais de 2 milhões de brancos ou negros portadores do traço da doença falciforme.

Em geral, os pais são portadores assintomáticos do gene da doença falciforme (possuem um gene alterado e não desenvolvem a doença), mas transmitem o gene alterado para o filho (quando o gene anormal vem em dose dupla, do pai e da mãe = homozigoto). Os sintomas clínicos, como anemia e dores ósseas, só aparecem após 6 meses de idade e normalmente não são reconhecidos pelo pediatra. Isso acaba retardando o diagnóstico de doença falciforme, em média, em quatro anos. No entanto, a doença pode provocar infecções fulminantes no primeiro ano de vida. Sem o diagnóstico precoce e assistência médica específica, 25% dessas crianças poderão falecer antes de completar 5 anos de idade.

Centro Infantil Boldrini – maior hospital especializado na América Latina, localizado em Campinas, que há 38 anos atua no cuidado a crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue. Atualmente, o Boldrini trata cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina, a maioria (80%) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos centros mais avançados do país, o Boldrini reúne alta tecnologia em diagnóstico e tratamento clínico especializado, comparáveis ao Primeiro Mundo, disponibilidade de leitos e atendimento humanitário às crianças portadoras dessas doenças.  www.boldrini.org.br

Serviço
Workshop
VIVER EM PLENITUDE: O paciente como protagonista de seu tratamento
Data – 5 maio
Horário – 13 horas às 17 horas
Local – Auditório do Centro de Reabilitação Lucy Montoro
Rua Márcia Mendes, 619 – Cidade Universitária – Campinas – SP

A Redação

Por Uma Mídia Livre em Hortolândia.

Facebook Twitter YouTube 

Recomendado