O zika vírus não é a causa principal da microcefalia

O zika vírus não é a causa principal da microcefalia

Share Button

O aumento dos casos de microcefalia em vários pontos do Brasil, mais especificamente nos Estados do Nordeste, tem preocupado a todos e, o Ministério da Saúde divulgou no último dia 17 (Cláudio Maierovitch na foto), um boletim epidemiológico dos casos de microcefalia no país informando 399 recém-nascidos afetados; no entanto, após 4 dias, somou 739 casos.

Os pesquisadores, profissionais da área e o Ministério da Saúde têm relacionado o zika vírus com o surto (vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti – o mesmo que transmite o vírus da dengue), pois encontraram o vírus em alguns bebês. No entanto, após encontrar o zika vírus em um bebê com microcefalia e outros problemas congênitos, nascido no Ceará e que veio a óbito, o Ministério da Saúde declara oficialmente a relação entre o zika vírus e a microcefalia nos bebês da região Nordeste.

Os profissionais de saúde costumam ser exigentes com respeito às pesquisas realizadas; mas a pressão causada por um surto de bebês com microcefalia parece ter levado uma grande maioria de profissionais e o próprio Ministério da Saúde a declarar tão prontamente a relação destas microcefalias com o zika vírus com apenas o caso do Ceará. Os pesquisadores sabem das possibilidades de outros agentes estarem envolvidos, como substâncias químicas (agrotóxicos), a radiação e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias e vírus; mas a fixação pelos agentes biológicos parece mais evidente para os pesquisadores envolvidos neste caso.

Se a microcefalia estiver sendo causada por um vírus, como o Ministério da Saúde relacionou oficialmente, é mais simples tanto para um possível tratamento das gestantes e dos bebês do que por exposição a agrotóxicos, pois questões de interesse econômico estariam envolvidas. No caso de um vírus transmitido por um mosquito, bastaria o seu controle sem envolver maiores interessados e até mesmo promovendo empresas que se utilizam de mosquitos geneticamente modificados para “supostamente” contribuir no controle dos mosquitos selvagens.

O problema está no zika vírus ou com as gestantes?

As pesquisas têm se concentrado no vírus, sendo que o problema está na gestante e sua nutrição deficitária.

Como menciona Capra, estamos expostos continuamente a milhões de micro-organismos, sendo que muitos destes são até mesmo benéficos à saúde humana; já para os que causam danos à saúde, temos ou deveríamos ter um sistema imunológico que nos protege contra eles não permitindo que nos prejudique.

Sem desvalidar a necessidade de controlar os mosquitos evitando as águas paradas e a necessidade de termos políticas de saúde pública eficazes com respeito ao saneamento básico, é irracional pensarmos no combate persistente aos mosquitos e esquecermos das questões nutricionais deficitárias presentes, neste caso, nas gestantes e consequentemente nos seus futuros filhos.

Anos antes da elaboração para aplicação em massa da vacina contra a poliomielite na França, o médico Auguste Pierre Neveu já havia descoberto uma solução e tratamento para os casos de Poliomielite com grande sucesso como relata em seu livro; no entanto ao apresentar seus estudos para o Instituto Pasteur, o diretor da época (1943) rejeitou as evidências, pois a fixação por combater os polio-vírus somado aos interesses financeiros estavam acima da verdadeira medicina e consequente tratamento adequado dos pacientes.

Até hoje, em todos os relatos históricos da poliomielite, a afirmação é unânime – não há tratamento para poliomielite, somente a vacina é 100% eficaz. No entanto, Neveu com 20g de Cloreto de Sódio diluído em 1 litro de água e administrando um copo desta mistura com um determinado intervalo de tempo entre as doses, era o suficiente para o paciente, no início ou não da paralisia, reverter a doença.

Agentes nutricionais estão envolvidos no sistema imunológico de qualquer pessoa e principalmente das gestantes e de seus bebês ainda no ventre.

Pesquisas tem relacionado a carência de Iodo e Magnésio com o surgimento da microcefalia, sem mencionar outras condições que esta carência pode trazer às mães e aos bebês. Em um pesquisa realizada em uma área deficiente de Iodo na China e que receberam a suplementação, diminuiu significativamente o surgimento de microcefalias e demonstrou-se a sua relação direta com a doença. A falta de magnésio também está relacionada com as crianças que apresentam microcefalia, o que traz uma forte evidência da carência, em especial, destes dois minerais nestas gestantes.

Além disso, sabe-se que o Iodo é antiviral, antimicrobiano e antifúngico, e está diretamente relacionado com o desenvolvimento cerebral do feto nos primeiros dois trimestres da gravidez contribuindo positivamente na inteligência destes bebês após o nascimento. Já o magnésio aumenta o sistema imunológico e a proteção do sistema nervoso e neuro-muscular, combatendo assim, os vírus que, por algum motivo, cheguem à área cerebral, como acontece na poliomielite sem o tratamento de Neveu.

Sabe-se que o Brasil tem feito a adição de Iodo no sal; no entanto, durante a gravidez, a pressão alta é comum, o que leva os médicos a recomendarem o menor consumo de sal, talvez única fonte de Iodo destas mulheres, e consequentemente ficam expostas a uma maior deficiência nutricional. Já o magnésio está presente em alimentos integrais e sementes como o girassol; no entanto, a alimentação da população em geral, é baseada em alimentos pobres em nutrientes (fast food ou muitos carboidratos), necessitando de uma complementação nutricional; sem mencionar o flúor e cloro presentes na água tratada pelo governo que prejudicam a utilização do Iodo e do Magnésio pelo organismo.

Todo este quadro pode levar a uma grave deficiência destes minerais e consequentemente a quadros de microcefalia nos embriões em desenvolvimento. No entanto, a administração destes minerais nas crianças com microcefalia, ainda pode ter efeitos positivos e que minimizem as sequelas. Trabalhos sugeridos pelo Ministério da Saúde como fisioterapia e acompanhamentos dos casos e o combate ao mosquito Aedes Aegypti, são necessários e fundamentais; no entanto, não são a solução do problema.

Artigos relacionados:
A exposição solar protege contra o zika vírus e a microcefalia

Leandro Bolina Nascimento

Jornalista e fundador do Hortolândia NEWS.

Facebook Twitter YouTube 

Recomendado