Não foi o sistema político que faliu sim a moral que a define

Não foi o sistema político que faliu sim a moral que o define

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O Brasil vive um momento importante de sua história, muito longe, aliás, de ser feliz para democracia, embora seja baseada nessa palavra “democracia” que os partidos articulam suas façanhas. Palavra essa que vem do grego demo = povo e cracia = governo, ou seja, governo do povo. Democracia é um sistema em que as pessoas de um país podem participar da vida política.

Vivemos a incerteza política de quem comanda as ações no país, está clara a falta de preparo de ambos os lados, seja da situação que pisa em ovos para desviar dos aliados “inimigos” de olho em um possível processo de impeachment, processo esse que traria uma oportunidade governista ao PMDB antes não imaginada, e a tristeza estampada na face dos tucanos e aliados do PSDB ainda indignados pela perda nas urnas na última eleição, forçando a barra através de manobras políticas antes utilizadas pelo mesmo PT em tempos de FHC no comando.

A situação poderia ser mais bem controlada caso não fosse outros problemas paralelos a esse que impedem o andamento do país, como a votação do orçamento fiscal que o ministro Joaquim Levy afirma que há a necessidade de se atingir 0,7% de superávit do PIB pra que não seja necessário aumento nos impostos ou corte nos gastos. Não podemos nos esquecer da Operação Lava Jato, dia após dia trazendo inúmeras surpresas negativas do caráter dos governantes que em cargos públicos que nos representam entre outros assuntos.

Não podemos classificar a política como falida partindo do pressuposto que ela é o conjunto das ações e pensamentos de seu próprio povo voltados ao bem comum, representados na democracia, regime esse exercido no Brasil, pois estaríamos carimbando nossa faixa de derrota como cidadãos. A política não é uma estrutura física, ela é uma construção moral, pautada de conceitos éticos e contemplada de atitudes de justiça. Também existe a injustiça, falha natural do ser humano – o problema que, por aqui, ela perambula na velocidade de galope, nesse ponto é onde estamos mergulhados na vala comum da mediocridade.

Você deve estar se perguntando – Não somos capazes de agir como cidadãos políticos? O ser político é implícito dentro do nosso DNA, nascemos com essa capacidade e esse dever, mas deixamos que situações externas nos moldem, pensamentos nos manipulem, interesses financeiros entre outros nos desviem de um caminho igualitário guiado por um senso comum puro de fraternidade e amor ao próximo. Sem essa essência é impossível se fazer política séria.

A moral tem como significado os bons costumes, bons costumes é a soma de bons exemplos, transformados em atitudes generosas e condizentes a atos de justiça. Talvez isso devesse ser a melhor graduação em um currículo de cargo público, ou em qualquer outra profissão.

São características difíceis de detectar com antecedência, porém bem mais fáceis de detectar com a convivência e os resultados trazidos pelo seu dia-a-dia. No mínimo de 04 em 04 anos podemos fazer nossa própria seleção moral, nesse intervalo contamos com os órgãos competentes e quem sabe com a construção de condutas diferentes dos demais.

Eu vejo tudo que vejo na TV, leio tudo que leio nos jornais sobre as discussões políticas e partidárias, a única coisa que não consigo enxergar é onde a população está inserida, parece-me que estamos excluídos do sistema, mesmo trabalhando, mesmo sofrendo e mesmo financiando tudo isso.

Pense nisso, qual é a nossa importância nesse cenário?

Felipe de Oliveira José

Felipe de Oliveira José

Graduado em Economia, atua a mais de 7 anos na indústria farmacêutica e escreve artigos de caráter econômico e político.

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