Gervásio fará pronunciamento sobre a manifestação

Gervásio fará pronunciamento sobre a manifestação

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Na última sessão dos vereadores de Hortolândia (23/02), houve uma manifestação popular contra o projeto de lei 6/2016 que oferece ao legislativo um aumento salarial de 10,62%. A manifestação ocorreu de forma “calorosa”, mas sem nenhum tipo de vandalismo ao patrimônio público ou desrespeito às autoridades; no entanto, ao pedirem a palavra durante a sessão, não lhes foi concedida. Os vereadores alegaram que os manifestantes desrespeitaram alguma coisa que não faço a mínima ideia do que seja considerando os parâmetros legais.

Será que foi o barulho e a gritaria em revolta ao reajuste absurdo de seus salários que incomodou a paz e sossego intrínsecos ao comodismo da função? E no primeiro incomodo perante uma manifestação popular abandonam a Câmara sem dar atenção ao clamor vindo do povo? E ressaltemos – Povo este que os elegeu!

Na minha inocência, nas manifestações de 2013 em Campinas, estive acompanhando todo o trajeto e não sabia o que aconteceria quando chegássemos ao destino final, a Prefeitura. Como nunca havia participado de uma manifestação, imaginava que o ainda prefeito, Jonas Donizette, tomaria a palavra e daria alguma satisfação e explicações ao povo! Talvez esta imaginação tenha sido mais ignorância dos fatos do que inocência, pois é óbvio que qualquer ser humano, na situação de Jonas Donizette,  e, em sã consciência, não iria se expor perante os manifestantes, que apesar da pacificidade da maioria, houve um ambiente de bastante hostilidade de ambas as partes.

Por outro lado, em Hortolândia, uma manifestação popular pequena, de caráter pacífico, “as autoridades” simplesmente deram as costas e foram embora? Por que não cederam a palavra na tribuna para todos os manifestantes que quisessem fazer uso da mesma? É claro que existem normas a serem seguidas, mas parece que quando lhes convêm, os vereadores se tornam absolutamente legalistas.

Hoje à tarde recebi um e-mail da Câmara dos Vereadores, onde contém anexado um Comunicado dizendo que o presidente da Câmara dos Vereadores, o nobre Gervásio Batista Pozza, fará um pronunciamento sobre a manifestação na próxima segunda-feira (29/02) às 9h, no plenário do Poder Legislativo.

Seria uma surpresa se voltarem atrás na aprovação do projeto de lei 6/2016, pois mostraria um pouco de empatia pela atual situação financeira de uma grande parcela das famílias de Hortolândia que batalham (pai e mãe, e muitas vezes os filhos) para terem o mínimo necessário.

Dez mil reais (para não dizer R$ 11.282,34)  não é uma salário suficiente para viverem com dignidade? Aguardemos.

Leandro Bolina Nascimento

Jornalista e fundador do Hortolândia NEWS.

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