Feijão, por que estás tão caro?

Feijão, por que estás tão caro?

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Tradicionalmente conhecido em nossas refeições diárias, o feijão vem causando alvoroço nos lares e redes sociais devido ao seu aumento nas prateleiras de todos os supermercados. Assim, algumas famílias estão criando alternativas pra que o “famoso casal” arroz com feijão se mantenha intacto no dia-a-dia, ou que ele possa ser substituído pelo feijão preto, esse até então sem reajuste.

Claro que pra essa elevação no preço há uma explicação. Especialistas dizem que, como sendo uma commodity, o preço do feijão é determinado pela quantidade de produtos no mercado.

Quanto maior a quantidade de produtos disponíveis no mercado, menor é o preço. Da mesma forma, se a oferta for pouca, o preço tende a subir, afirma.

Como a safra foi ruim, isso se reflete no preço, pela baixa disponibilidade do produto.

De acordo com uma pesquisa da Secretaria de Planejamento de Goiás, o feijão subiu mais de 36% desde o início do ano. A tendência é que o valor fique ainda maior nos próximos meses. “Há sete meses nós temos uma oferta menor e variações positivas elevadas”, explicou o gerente de pesquisa da secretaria, Marcelo Eurico de Souza.

Produtores aproveitam para opinar sobre o assunto

É uma boa oportunidade para refletir sobre o papel do homem do campo, da agricultura e da pecuária na vida de cada cidadão, podendo ser estendido à carne e ao leite. Ambientalistas, sindicalistas, MST, MTST, políticas agrícolas destrutivas, juros impagáveis, clima instável, combustíveis e insumos caríssimos, impostos onerosos, estradas intransitáveis são apenas alguns dos obstáculos a serem enfrentados por quem se deve produzir alimentos nesse país. Da próxima vez que achar caro um kg de feijão, lembre-se de quem perdeu uma lavoura inteira, do dinheiro e tempo investido, do sol inclemente, das invasões injustificadas.

O fato é que o preço dos alimentos no Brasil tem se tornado cada vez mais agressivo, associado a um aumento de renda bem gradativa o poder de compra do trabalhador tem sido muito menor, as refeições tem sido mais controladas e menos rica nas diversidades de vitaminas que nosso organismo necessita e isso pode refletir drasticamente na economia do país. Oportunidades de novas doenças poderiam ser evitadas com um incentivo maior a agricultura e boas condições nos fatores de produção para um aumento do produto e consequentemente uma diminuição de seu preço. Lembramos que quanto maior o acompanhamento público na alimentação de crianças, adolescentes e idosos, menor será o impacto de gastos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Alternativas sociais que procuram tapar os buracos deixados pela administração pública que são os projetos sociais que auxiliam famílias através de doações de cestas básicas, também sofrem com a diminuição de doações desses itens, além de um poder menor para aquisição nos supermercados.

Deixo aqui uma pergunta a você leitor:

Está na hora de voltarmos um pouco no tempo e cultivarmos uma vida minimamente mais do campo com o plantio de alguns itens básicos, ou a solução deva vir sempre dos produtores através dos incentivos públicos?

Felipe de Oliveira José

Felipe de Oliveira José

Graduado em Economia, atua a mais de 7 anos na indústria farmacêutica e escreve artigos de caráter econômico e político.

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